O QUEBRA-CABEÇAS DO BANCO MASTER: ESTÃO FALTANDO NOMES.
O Sinal-RJ está mudando, para melhor!

O quebra-cabeças do Banco Master:
estão faltando nomes.
A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, conhecida como Emenda “Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, sob investigação da Polícia Federal, propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protegeria correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras.
Como sabemos, o principal ponto da proposta era ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de garantia por CPF ou CNPJ.
Como é habitual, a emenda afirmava que o objetivo seria “promover a segurança e higidez do sistema financeiro nacional”.
A semelhança com o discurso pró-PEC 65 não é mera coincidência.
O mais interessante é que a proposta passou a ser alvo da investigação após a decisão do ministro André Mendonça apontar indícios de que o texto teria sido elaborado dentro do Banco Master.
Segundo a decisão, a Polícia Federal identificou que “o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master” e depois entregue “em envelope endereçado a ‘Ciro'” na residência do senador, que a apresentou integralmente ao Senado.
A pergunta que não quer calar:
Por que Ciro Nogueira buscou apensar a emenda justamente à PEC 65?
A resposta é tão simples quanto óbvia: ambas faziam parte do mesmo combo de submeter o Banco Central, assim como o FGC, aos interesses políticos de uma verdadeira quadrilha (com atividades e procedimentos perfeitamente coordenados) que estendia seus tentáculos por todos os lados.
Tratava-se, e ainda se trata, de expulsar o Estado do sistema financeiro nacional, permitindo assim o seu controle por esquemas fraudulentos que poderiam subsistir por anos, como foi o caso do Master.
Seria como a Chicago de “Al Capone”, existiria uma polícia, mas na prática todos estavam na folha de pagamento do gângster.
O poder e a penetração do esquema se tornaram flagrantes quando até ministros do STF e do TCU se empenharam para barrar investigações e até mesmo tentar reverter a liquidação do Banco Master.
Se a PEC 65 já tivesse sido aprovada, como tentam desesperadamente, este movimento sequer seria necessário, pois o novo BC “independente” seria “convencido” de que o “risco sistêmico” seria um mal muito pior.
Talvez até um ex-diretor de fiscalização preferido poderia se tornar o presidente da nova instituição “independente”.
Não é preciso ter muito trabalho para perceber como as peças do quebra-cabeças do Master vão se encaixando perfeitamente.
Ainda faltam muitos nomes.
O relator deletou a emenda 11 da PEC 65 possivelmente porque percebeu que àquela altura do campeonato ela poderia “afundar” ainda mais a sua PEC no Senado, onde todos sabiam perfeitamente quais eram as intenções de Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro.
À medida que novas peças vão se juntando à investigação da Polícia Federal, mais tóxica se torna a PEC 65 porque torna-se mais claro o quão perto estamos da Chicago dos anos 20.
PEC-65: RUIM PARA O SERVIDOR DO BC,
PIOR PARA O BRASIL!
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