Sinal preserva responsabilidades dos servidores do BC diante da necessidade de paralisação
Dada a intransigência do Governo nas negociações, visando o cumprimento da Lei de Greve, o Sinal entregou ontem, 24, carta ao Diretor de Administração do Banco Central do Brasil solicitando informações sobre atividades essenciais que não podem sofrer interrupções.
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Assunto: Definição de áreas essenciais para efeitos de greve. O SINAL, representante dos servidores do Banco Central do Brasil, há dois anos vem buscando diálogo com setores do Governo Federal e do próprio BACEN, visando, no mínimo, a reposição da inflação sobre os salários, que já acumula 23,01% desde o último reajuste de junho de 2008. Diante do malogro das tentativas de negociação e da clara disposição do Governo em ignorar as reivindicações, vislumbra-se como medida extrema a deflagração de movimento grevista, instrumento legítimo de pressão dos trabalhadores para a conquista de justos direitos. Caso a categoria delibere pela greve, este Sindicato seguirá as formalidades exigidas pela lei de greve (Lei nº 7.783/89), aplicável ao servidor público por decisão do E. STF, inclusive no que diz com a manutenção de 30% do efetivo de trabalho e notificação prévia. Portanto, em cumprimento das formalidades legais requeremos a Vossa Senhoria, ainda dentro do presente mês, sua definição dos serviços essenciais ou indispensáveis ao atendimento da comunidade, a serem mantidos durante eventual movimento paredista. Esclarecemos que é intenção do Sinal continuar a explorar todas as possibilidades de negociação e a manutenção de diálogo com o Governo evitando, ao máximo, a medida extrema. Entretanto, caso não reste outra alternativa aos servidores diante da omissão do Estado no cumprimento de suas obrigações e a categoria deliberar pela greve, o Sindicato declarará a greve e orientará a categoria a respeito. Atenciosamente, Sérgio da Luz Belsito |


