Edição 182 – 27/10/2020

Em nota, Fonacate rechaça estudo da CNI sobre o serviço público


Em nota pública divulgada nesta terça-feira, 27 de outubro, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) repudia a manipulação de dados promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio do estudo “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com outros países”.

Conforme aponta o Fonacate, o documento apresenta “distorções” e “é equivocado e metodologicamente falho”, ao estabelecer comparações entre os gastos com a folha salarial do setor público no Brasil e em outros países.

“Afirma-se que as despesas com servidores públicos ativos e inativos no Brasil alcança 13,4% do PIB, enquanto a média da OCDE seria de 9,9% do PIB. O equívoco está no fato de que a estatística citada, da base de dados do Fundo Monetário Internacional – FMI, se circunscreve aos servidores públicos em atividade, não incluindo aposentados”, destaca trecho da nota, ao apontar uma das inconsistências do estudo da CNI.

Está claro que o material é mais uma peça na construção da narrativa contrária ao servidor e ao serviço público, de modo geral, enquanto no Legislativo se discute uma reforma administrativa que retira direitos e extingue o Regime Jurídico Único (RJU), dando margem a toda sorte de ingerências políticas na Administração Pública. A tática não é nova, sendo um dos casos mais recentes a divulgação de estudo pelo Instituto Millenium, entidade que tem o ministro da Economia, Paulo Guedes, entre seus fundadores (relembre aqui).

“Atacar direitos sociais e salários, como na reforma trabalhista, e o serviço público, como agora, não vai melhorar a situação da indústria brasileira, ao contrário, a prejudica ainda mais, com o enfraquecimento do mercado interno e a desestruturação das políticas públicas, inclusive a industrial”, conclui a nota do Fonacate.

Leia a íntegra aqui.

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