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Senado aprova Ilan Goldfajn para a Presidência do BC
O Plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta terça-feira, 7 de junho, a indicação de Ilan Goldfajn para a Presidência do Banco Central. A decisão do pleno chancela o entendimento da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, que, mais cedo sabatinou o economista.
Perguntado sobre o grau de soberania do BC na gestão da política monetária, o indicado à Presidência se mostrou favorável à autonomia técnico-operacional, onde o governo define os objetivos a serem alcançados e a Autarquia tem a liberdade de tomar as ações necessárias para a efetivação do planejamento.
Reajuste de servidores em debate na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
Durante sessão de sabatina ao indicado à Presidência do Banco Central, Ilan Goldfajn, nesta terça-feira, 7 de junho, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) apresentou requerimento para a realização de audiência pública sobre os reajustes dos servidores públicos federais.
Palavra do Filiado
Boa iniciativa, a publicação de manifestação do SINAL sobre a aprovação parcial dos PLs que tratam de reajuste dos servidores. Porém, é muito tímida, dada a capacidade da grande imprensa em moldar a opinião pública, para o bem ou para o mal. Logicamente, não temos a mesma força, mas, podemos e devemos esclarecer à Sociedade (em notas de 1ª página de grandes jornais) do que se trata esses PLs. Precisam saber, entre tantas outras coisas, do que abrimos mão ao aprovar o acordo salarial que o originou. Precisam saber que o acordo foi vantajoso ao Governo, como patrão em uma negociação, ao dividir em 4 parcelas um reajuste que, sabidamente, perderá para a inflação. A Sociedade precisa saber que, pelas atitudes do governo interino (neoliberal), eventual congelamento salarial de servidores, será utilizado para esterilizar recursos ou para pagar juros da dívida pública, ou seja, sob essa ótica, qualquer economia do governo nunca chegará ao cidadão, em serviços.
Francisco Nobre, de São Paulo
Os críticos ao aumento fazem contas com bases de cálculo diferente: se nesse ano o déficit já é de 170 bi, como o governo aumenta os gastos em 58 bi? Só que, para o mesmo ano dos 170 bi, o impacto do aumento aos funcionários federais é de pouco mais de 6 bi (5 meses dos 48 meses que completarão dois anos). E ainda, desses 6 bi, 3 bi voltarão sob a forma de impostos!
Pedro Prado, de São Paulo
Eita artigozinho tendencioso [N. do E.: refere-se a editorial do Estado de São Paulo] Esse merecia ser repudiado com veemência e clareza pelos nossos sindicatos. Isso resulta da desproteção do servidor público, precisando urgentemente de um marco regulatório. Enquanto isso, os profissionais privados, pelo Brasil inteiro: padeiros, motoristas, professores, jornalistas, comerciários, vigilantes, industriários, portuários, aeroviários etc. têm seus reajustes negociados e chancelados ao abrigo das suas convenções coletivas... É hora de o SINAL assumir a defesa pública dos servidores desta casa e seus filiados. Afinal para que serve o sindicato?
Cléber Santos, de Recife
Sinal rebate na imprensa críticas contra reajustes de servidores federais
Não é bem assim!
O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Daro Piffer, afirma que as críticas veiculadas na imprensa ao reajuste salarial que passou na Câmara dos Deputados estão equivocadas e descontextualizadas. Daro diz que, ao contrário do que se tem dito, o projeto de lei aprovado não trata de aumento salarial, mas sim de uma reposição parcial da inflação passada. A recomposição repara parte das perdas do poder aquisitivo de categorias profissionais de extrema relevância para a implantação das políticas públicas. Só no governo Dilma, a corrosão nos vencimentos do funcionalismo foi da ordem de 28,81%.
“Os servidores federais, principalmente os das carreiras de Estado, são peças fundamentais para a recuperação econômica e colocar o Brasil de volta nos trilhos do crescimento, como antecipam alguns especialistas econômicos já para 2017”, argumenta o presidente do Sinal. Ele acrescenta que parte significativa do salário dos servidores públicos vai pro consumo, contribuindo para girar a economia, empregos e renda em todos os setores da sociedade.
Daro observa também que os acordos não terão impacto extra sobre as contas públicas, porque “já tinham sido previstos no orçamento, tendo inclusive sido adiados para se ajustar à situação econômica do país”.
Fórum dos SPF convoca grande mobilização em Brasília no próximo dia 16
O Fórum dos SPF convoca as entidades representativas de servidores públicos federais, estaduais e municipais para grande mobilização conjunta em Brasília no próximo dia 16 de junho. A manifestação traz à pauta a luta em defesa dos direitos do funcionalismo e de toda a classe trabalhadora.
Palavra do Filiado
Como estão as tratativas para a viabilização da alteração dos nomes das carreiras de Especialista, a exemplo do que fez a STN/CGU, para Auditor e Analista? Esse assunto é de absoluta relevância e não vejo a correspondente mobilização da nossa categoria.
Anderson Santanna, de Brasília
Em que pese o que o Lindbergh aponta [N.do.E.: refere-se ao Apito Brasil 80], interessante que nunca apontou "conflito de interesse" algum durante o governo petista e muito menos denunciou as corrupções e roubos petistas na Petrobrás, Planos de Saúde, Eletrobrás, BNDES e aparelhamento do Estado.
Regina Ávila, do Rio de Janeiro
“Não quero que seja votado esse requerimento, porque, se ele prestar esclarecimentos, a questão está resolvida”, Senador Lindbergh Farias. Gostaria de registrar que o Apito Brasil 80 informou extemporânea e equivocadamente sobre “requerimento na última terça-feira, 31 de maio, questionando a escolha de Ilan Goldfajn para o comando do Banco Central do Brasil”. Faltou ao informativo o devido cuidado de apurar que – ainda em 31 de maio, na mesma sessão da CAE – o próprio Senador decidiu retirar e sobrestar o requerimento, conforme notas taquigráficas. No entendimento final do Senador, o indicado à Presidência do BCB, poderia prestar os devidos esclarecimentos na sabatina de 7 de junho.
Max Meira, de Brasília

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