Edição 19 - 31/1/2019

PASBC: “As assimetrias seguem vivas” e devem aumentar


Em 1° de agosto de 2017, a edição 134 do Apito Brasil, intitulada “As assimetrias seguem vivas”, expunha – ao passo em que os efeitos de negociações salariais diversas entre servidores e o governo começavam a consolidar-se – o já existente, e com tendência de agravamento, desequilíbrio remuneratório entre Especialistas do BCB e carreiras congêneres.

À época, imagens de cheques com valores simbólicos de R$1.800,00 e R$3.000,00, para Técnicos e Analistas do Banco Central, respectivamente, ilustravam as quantias iniciais a serem concedidas a Analistas Tributários e Auditores Fiscais da Receita Federal, até que o bônus da carreira Tributária e Aduaneira fosse devidamente regulamentado.

Em meio às cobranças à Diretoria Colegiada, mais especificamente ao presidente da Autarquia, Ilan Goldfajn, que havia afirmado ser contra a diferenciação, mas sem apresentar qualquer esforço político para saneá-la, a publicação alertava: “É hora do BCB honrar seu efetivo, defendendo o poder de compra dos nossos salários e trabalhando, também, para que os rumos do Programa de Assistência à Saúde dos Servidores do Banco Central (PASBC) não contribuam, ainda mais, para o desgaste de nossas remunerações”.

Quase um ano e meio depois, nos deparamos com a concretização da dura realidade, sob a qual insistentemente advertíamos. As alterações ao modelo contributivo do PASBC impostas pela Administração, que, em muitos casos, resultarão em um aumento superior a 100% na contribuição do servidor ao Programa, irão, por óbvio, impactar direta e negativamente nesta relação já desequilibrada, deixando nossos rendimentos ainda mais defasados em comparação a cargos igualmente estratégicos para o Estado.

Faça as contas. Veja aqui o passo a passo e saiba o quanto as mudanças no Programa vão afetar seu bolso.

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