Edição 214 – 6/12/2019

Por Sinal 59: retrocessos em pesquisas põem políticas públicas em risco


Ganhou espaço na mídia nesta semana a alteração, por parte do Ministério da Economia, nos dados sobre a exportação nacional nas primeiras semanas do mês de novembro. Em meio às especulações a respeito das causas do equívoco, inclusive de uma suposta manipulação de dados, a Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (ASSIBGE) rechaçou as acusações e afirmou que a produção de dados estatísticos no país passa, na verdade, por um contexto de precarização, devido a sucessivos cortes de recursos.

“Apagão compromete políticas públicas”. A restrição orçamentária à promoção de pesquisas, fundamentais para avaliação, implementação e avanço de políticas sociais voltadas ao combate à fome, à desigualdade e ao desmatamento, é pauta na recém-lançada Por Sinal 59.

A publicação destaca, ainda, as diversas ingerências nos órgãos de pesquisa e o risco de retrocessos em instrumentos importantes, como o Censo 2020. “Quando se esperaria que a discussão pública sobre o Censo 2020 fosse tratar de quais novos temas deveriam ser levantados para atender as agendas de Políticas Públicas do século XXI, inicia-se um processo de retirada de quesitos, retrocedendo o escopo investigativo para algumas décadas atrás”, observa o professor Paulo Jannuzzi, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia aqui a matéria publicada na Por Sinal.

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