Edição 81 - 18/08/2005

FORTALEZA: A DIRETORIA SABIA DE TUDO

Todos ficamos estupefatos com o milionário assalto ao caixa-forte do MECIR de Fortaleza. Como R$ 165 milhões podem ser retirados de uma dependência do BC, que imaginávamos muito segura, na calada da noite e sem despertar qualquer reação imediata? E o alarme? E as câmeras? E a segurança?

Hoje sabemos que nem todos foram pegos de surpresa. A Diretoria Colegiada, segundo matéria veiculada na imprensa, havia sido avisada da precariedade da segurança em Fortaleza e nada fez. Omitiu-se.

Equipamentos e dispositivos de segurança ultrapassados, frota de veículos sucateada, terceirização excessiva, contratos de manutenção focados unicamente na redução de custos e ausência de uma política de segurança atualizada e permanente compõem o retrato macabro em Fortaleza e certamente em muitas outras dependências do Mecir país afora.

Somente a apuração rigorosa dos fatos, a punição de TODOS os culpados e a restituição dos valores aos cofres públicos podem minimizar o imenso dano causado à reputação e à imagem da instituição e de seus servidores.

Exigimos que a diretoria reverta imediatamente o processo acelerado de desmonte e su­ca­­tea­mento do BC, dando-nos con­dições de exercer nossa missão institucional com excelência e eficácia. Precisamos dos meios necessários não somente para evitar assalto direto aos cofres públicos, mas também para denunciar lavagem de dinheiro, fiscalizar com severidade o sistema financeiro e defender adequadamente o cidadão do oligopólio bancário.

Queremos fazer a nossa parte no processo de depuração institucional do país.

Diretoria, não nos atrapalhe !!!

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