Abaixo reproduzimos correspondência enviada pelo colega Márcio Silva Paulo – Desup / SP
HORA DE DESPERTAR
A "calmaria" observada entre os funcion rios do Bacen denota
extrema passividade diante do momento tÆo grave por que passa a institui‡Æo,
notadamente no tocante … deteriora‡Æo remunerat¢ria, que impäe ao banco
altera‡äes substanciais no perfil de seu corpo funcional.
De fato, como j mencionado em manifesta‡äes anteriores, o
analista do Banco Central ‚ hoje carreira de 2.¦ classe dentro do servi‡o
p£blico, com significativas desvantagens, sobretudo nos padräes iniciais de
vencimentos, em rela‡Æo a ¢rgÆos equivalentes quanto … importƒncia estrat‚gica
para a administra‡Æo p£blica federal (Receita Federal, INSS, Minist‚rio do
Trabalho). Tais circunstƒncias fazem com que a permanˆncia dos servidores mais
novos no banco seja tempor ria, limitada ao tempo necess rio para que encontrem
oportunidades melhores no setor p£blico ou na iniciativa privada.
A permanˆncia tempor ria no ¢rgÆo adquire maior gravidade
quando o servidor lida com informa‡äes estrat‚gicas e sigilosas de institui‡äes
financeiras auditadas pelo Banco Central. Al‚m disso, a busca de alternativas
melhores consome tempo e recursos dos servidores, que poderiam ser empregados na
qualifica‡Æo profissional, posto que muitas das atividades no Bacen requerem
constante aprimoramento t‚cnico.
nesse contexto que surge e adquire extrema relevƒncia e
urgˆncia a implementa‡Æo de um novo Plano de Cargos e Sal rios (PCS) no Banco
Central, que contemple premissas b sicas e m¡nimas, tais como:
– equipara‡Æo do padrÆo inicial de vencimentos aos demais
¢rgÆos do Poder Executivo Federal, com os quais o Bacen compete no recrutamento
profissional;
– redu‡Æo do tempo m¡nimo
necess rio para atingir o topo da carreira.
Outras premissas poderÆo e
deverÆo ser incorporadas ao novo PCS, desde que surjam das leg¡timas demandas da
categoria profissional. E ‚ a¡ que torna-se vital romper-se o imobilismo para
que nÆo sejamos atropelados por medidas como a MP 45 que, al‚m de estabelecer
parcos benef¡cios para poucos, criou mecanismos que, no curt¡ssimo prazo em que
vigeram, geraram, com base em crit‚rios nada transparentes, desgastes pessoais,
injusti‡as, subjetivismos e iniqidades.
Por fim, vale lembrar que, h
dois anos, participamos de um movimento que, entre greve e paralisa‡äes
parciais, durou nÆo menos que seis meses. E at‚ hoje nÆo conseguimos nada,
exceto a citada Medida Provis¢ria. "Nossa maior arma ainda ‚ nosso trabalho."

