Marinho: CUT não aderiu ao Governo
(Assessoria de imprensa do SINAL em Bras¡lia)
“ triste que as entidades que defendem o servidor p£blico nÆo chamem a CUT para as suas
reuniäes. N¢s tamb‚m achamos essa reforma da previdˆncia muito ruim”.
Estas palavras foram ditas pelo presidente da CUT, Luiz Marinho, em entrevista concedida ao
SINAL, quarta-feira … tarde, no plen rio do Supremo Tribunal Federal, enquanto ele aguardava
a delibera‡Æo do STF sobre o substituto processual, um mecanismo que vai permitir aos
sindicatos defender os trabalhadores sem que estes venham a ser coagidos pelos paträes.
O presidente da CUT avalia que os sindicatos cometeram o erro de defender a pura rejei‡Æo da
PEC 40 – a proposta original da reforma que tramitava na Cƒmara. “N¢s, da CUT, defend¡amos
desde o in¡cio a reforma da reforma”, ou seja, a luta por emendas que pudessem consertar o
“estrago” embutido nesse saco de maldades que ‚ a reforma da previdˆncia.
Marinho frisa que o governo nÆo negociou com a CUT. “Tivemos conversas, mas negocia‡Æo de
verdade nÆo”. Sobre a confusÆo criada pela PEC paralela, Marinho entende que ela, por si s¢,
nunca representou um caminho aberto para a negocia‡Æo, como o governo fez supor. “ apenas
um jeito de ganhar tempo”, acrescenta. Quanto … segunda PEC paralela que o governo anuncia,
Marinho disse estar confuso sobre as reais inten‡äes do Planalto. NÆo sabe se pode facilitar a
vota‡Æo de alguns pontos isolados ou se ‚ apenas mais uma t tica do governo para apressar a
aprova‡Æo da reforma.
Ele nÆo gosta dos coment rios sobre o adesismo (ou peleguismo, se vocˆ preferir) da maior
central sindical brasileira ao governo. “Acreditamos, sim, que Lula pode fazer profundas
transforma‡äes no modelo econ“mico, mas temos consciˆncia que precisamos empurrar o
governo para que essas transforma‡äes nos favore‡am. At‚ porque este ‚ um governo banda
larga”, conclui Marinho, referindo-se a um minist‚rio que consegue reunir tanto defensores
quanto advers rios da reforma agr ria.

