MIIRO TEIXEIRA DIZ ÀS ENTIDADES QUE NÃO PODE APRESSAR A TRAMITAÇÃO DA PEC PARALELA DA PREVIDÊNCIA
(Assessoria de imprensa do SINAL)
Sai Aldo Rebello, que nunca tinha tempo para ouvir os dirigentes sindicais, e assume a lideran‡a do governo na Cƒmara o deputado Miro Teixeira, um mestre na arte da enrola‡Æo. Essa foi a sensa‡Æo que o pr¢prio Miro produziu depois de se reunir ontem … tarde com v rias entidades, inclusive o SINAL, para discutir a possibilidade de apressar a tramita‡Æo da PEC paralela da Previdˆncia. Miro usou de v rios malabarismos ret¢ricos para justificar o injustific vel: o governo nÆo vai honrar o compromisso de votar a PEC paralela da previdˆncia durante a convoca‡Æo extraordin ria do Congresso.
As entidades queriam saber, do novo l¡der, se o governo iria cumprir o acordo que viabilizou a r pida tramita‡Æo da PEC paralela no Senado. “NÆo ouvi do governo qualquer coisa relativa ao descumprimento desse acordo”, disse Miro Teixeira. Em seguida, um dirigente cobrou de Miro que esse acordo inclui a r pida tramita‡Æo da PEC paralela na Cƒmara (em novembro, os senadores Aloizio Mercadante e TiÆo Viana comprometeram-se, em nome do governo, em votar a PEC paralela em 70 dias). “Mas isso ‚ outra coisa”, retrucou Miro, sustentando, sem nenhum pudor, a tese de que a nÆo inclusÆo da PEC paralela na pauta de vota‡Æo nÆo significa descumprimento do acordo.
Depois disso, Miro louvou, v rias vezes, a atitude do presidente da ComissÆo de ComissÆo e Justi‡a da Cƒmara, Lu¡s Greenhalgh (PT-SP), que anteontem fixou o cronograma de vota‡äes da PEC. Por esse cronograma, a PEC deixa a CCJ somente no dia 11/2. A seguir, a proposta vai a uma ComissÆo Especial, onde ficar por 40 sessäes aguardando parecer e vota‡Æo, o que projeta a vota‡Æo em plen rio – se houver – para abril, na melhor das hip¢teses.
“NÆo tentem avan‡ar nesse momento al‚m desse passo”, sentenciou Miro. Ele ainda defendeu o presidente da Cƒmara, JoÆo Paulo Cunha, que disse …s entidades na semana passada nÆo ter condi‡äes de assegurar a vota‡Æo da PEC paralela no primeiro semestre. “Eu tamb‚m nÆo diria isso”, afirmou o l¡der do governo, ponderando que, se fizesse o contr rio, poderia ser processado por qualquer parlamentar com a alega‡Æo de que estaria atropelando os trƒmites normais do regimento da Cƒmara.
Mas, quando o governo quer (ou quando seu rolo compressor est em a‡Æo), tudo se ajeita. O sentimento, aqui em Bras¡lia, ‚ de que dificilmente esta PEC ser votada at‚ junho, j que estamos em um ano eleitoral, onde boa parte dos parlamentares concentrar suas aten‡äes nas elei‡äes municipais.
Se os servidores nÆo reagirem, o governo vai continuar deitando e rolando …

