O GOVERNO MOSTRA SUA FACE AUTORITÁRIA
Com a edição do Decreto nº 7.777, de 24 de julho de 2012, o governo Dilma Rousseff dá mais uma demonstração de autoritarismo e de completo menosprezo aos servidores públicos federais.
Este Decreto, cuja constitucionalidade merece ser contestada, determina que os Ministros de Estado supervisores dos órgãos ou entidades da administração pública federal em que ocorrer greve, paralisação ou retardamento das atividades e serviços públicos recorram a convênios com Estados, Distrito Federal ou Municípios para a realização das suas tarefas até o término do movimento paredista.
Desnecessário lembrar que as carreiras exclusivas de Estado são um dos principais sustentáculos das transformações ocorridas no Brasil nos últimos anos, quando conquistamos a consolidação da estabilidade macroeconômica, a retomada do planejamento e dos investimentos em infraestrutura, o combate à miséria, à corrupção e ao crime organizado, levando o país a novos patamares de desenvolvimento e com reconhecimento e respeito internacional, como foi lembrado em carta, datada de ontem, de solicitação de audiência, das Entidades Representativas das Carreiras Exclusivas de Estado à Ministra Miriam Belchior.
O Governo, antes de negociar com as carreiras em greve ou em vias de, e premido pelos reflexos dos movimentos mais que justos dos servidores federais que já causam dificuldades na movimentação de cargas nos portos brasileiros, prefere mostrar seu lado mais autoritário e tentar fazer crer que servidores estaduais ou municipais, sem nenhum treinamento ou qualificação específica para as tarefas, possam assumir as funções e dar continuidade aos serviços nos setores com dificuldades.
Além de toda a prepotência do Decreto, coloca nossos colegas servidores públicos estaduais, municipais e do Distrito Federal em uma situação absolutamente embaraçosa, pois temos certeza que não é do ânimo de nenhum deles serem os “fura-greves” dos servidores federais.
Que o Governo, que desde a posse da presidente Dilma Roussef, nunca se dispôs a verdadeiramente negociar com os seus servidores, desça de seu pedestal e venha buscar um consenso com aqueles que fazem com que este país caminhe para um futuro melhor, mais justo, com uma melhor distribuição de riquezas e com melhores serviços prestados à sociedade brasileira.
Brasília, 25 de julho de 2012.
Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central – SINAL


