Edição 104 - 21/7/2015

Governo mantém proposta salarial e apresenta índices para reajuste de benefícios


Correções seriam de, aproximadamente, 22,5% nos auxílios alimentação e saúde e 317% no auxílio-creche

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Em reunião com entidades que compõem o Fórum dos SPF na tarde desta segunda-feira, 20 de julho, o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, reafirmou a posição do governo em manter a proposta salarial (21,3% dividido em quatro anos), e apresentou percentuais para reajuste de benefícios. As correções seriam de, aproximadamente, 22,5% nos auxílios alimentação e saúde e 317% no auxílio-creche. Daro Piffer, presidente nacional, e Jordan Alisson, diretor de Assuntos Jurídicos, representaram o Sinal na ocasião.

Mendonça deu início à reunião afirmando que não traria um novo índice de reajuste salarial e que o encontro trataria de benefícios. De acordo com ele, os estudos apresentados aos servidores em 14 de maio agora são, de fato, uma proposta. No cenário proposto, o auxílio-alimentação seria elevado em, aproximadamente, R$85,00 e o auxílio-saúde iria a um valor médio de R$144,00 dependendo da relação rendimento/faixa etária. Ainda segundo o secretário, o governo teve como critério a inflação dos últimos dois anos, somada à projeção de 9% para 2015.

Com relação ao auxílio-creche o percentual de reajuste proposto (aproximadamente 317%) procura repor uma corrosão de 20 anos, visto que tal benefício não sofre alterações desde 1995, dois anos após sua instituição. Vale ressaltar que um possível acordo passaria a vigorar em 1º de janeiro de 2016.

 
Cláusula revisora

Mais uma vez, os líderes sindicais reivindicaram atenção a outros itens da pauta unificada, inclusive à questão salarial, uma vez que a primeira proposta não foi aceita pelas carreiras. Sobre o assunto, Mendonça afirmou que o governo estuda incrementar ao acordo uma espécie de cláusula que revê o reajuste salarial em 2017, caso as previsões inflacionárias não se comprovem.  

Daro Piffer reiterou que os servidores “persistem na recuperação do poder aquisitivo” e que o governo não vai “fazê-los esquecer do passado”, em referência à inflação já acumulada, que não está contemplada no reajuste oferecido. “O MPOG utiliza dois pesos e duas medidas. Apresenta correção de benefícios baseada em números reais e quando diz respeito ao salário, usa de expectativas”, concluiu.

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